quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lula passa mal no avião e é internado com pressão alta


O presidente teve uma crise hipertensiva, ontem à noite, quando embarcava para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. A viagem foi cancelada e Lula foi levado para o Hospital Português, no Recife.

Após fazer exames e ser medicado, o presidente recebeu alta do Hospital Português por volta de 7h (hora de Brasília). Ao sair, cumprimentou funcionários do hospital e acenou para os jornalistas, mostrando que estava tudo bem com ele. O presidente não quis gravar entrevista.

Do Recife, ele segue para São Bernardo do Campo (SP), onde descansa até domingo (31). Todos os compromissos foram cancelados. Ele vai descansar e retoma a agenda presidencial na segunda-feira (1).

Ontem, na capital pernambucana, Lula teve uma pesada agenda, que terminou com um jantar com o governador do estado, Eduardo Campos. O presidente Lula já estava dentro do avião quando passou mal.

Durante a agenda de trabalho que cumpriu na capital pernambucana, o presidente chegou a se queixar de dor de garganta e indisposição. Mas de médicos dizem que o presidente teve uma forte crise hipertensiva. A pressão arterial do presidente chegou a 18 por 12.

O médico da Presidência da República, Cléber Ferreira, e o ministro de Comunicação Social, Franklin Martins, convocaram uma entrevista coletiva. Eles informaram que o presidente foi medicado e passa bem.

“Tirei o presidente do avião e achei que ele não deveria viajar. Foi por ordem médica. Ele até relutou, queria viajar. Não existe um motivo. Não é o trabalho em si. É o estresse, o cansaço, um pouco de cada coisa, a gripe. Isso tudo desencadeou uma crise e a pressão dele se normalizou com pouca medicação”, disse o médico da Presidência da República Cléber Ferreira.

O ministro de Comunicação Social Franklin Martins informou que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vai representar o presidente Lula no Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O presidente Lula receberia o título de Estadista Global do ano de 2009.

“Dormiriam em Zurique, pegaria um trem ou helicóptero, dependendo do clima, iria para Davos, participaria da solenidade, voltaria para Zurique e pegaria um avião de volta. Uma batida pesada”, comentou Franklin Martins.

Os assessores da presidência da República confirmaram que o presidente não deve fazer novos exames. Mais cedo, eles trabalhavam com a possibilidade de Lula ir ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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